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28.12.11

O Som Da Esquizofrenia: ouvindo a dinâmica do cérebro



Um aparelho de ressonância magnética funcional registrou a atividade do cérebro e converteu os dados em sons. As imagens captadas do cérebro são pré-processadas em 20 conjuntos distribuídos, onde cada um é atribuído a um tom da escala pentatônica.

O volume de cada nota está ligado à intensidade da atividade cerebral em cada região correspondente. No vídeo a seguir você vai poder ouvir a "trilha sonora" de indivíduos saudáveis alternando com pacientes esquizofrenicos. Devido à sutileza da variação sonora, vários exemplos são mostrados.

Visualmente falando, dá pra perceber uma diferença entre as imagens coletadas e o que parece é que a imagem referente ao paciente é ritmicamente instável. 

Achei esse projeto muito interessante e posso até estar indo longe ao pensar que pacientes esquizofrenicos possam ser tratados com o auxilio do som ou da música. Mas é algo que gosto de pensar sempre.

A partir da publicação desse vídeo, Elisa da Prato se interessou em produzir um documentário independente acerca dos "sons do cérebro" e os interessados no projeto podem apoiar através de doações e ainda acompanhar o andamento do processo. (http://musicofthehemispheres.com/)

































3.6.11

Bobby McFerrin e "O Poder da Escala Pentatônica"

Bobby McFerrin é um cantor jazzista nasicdo no Reino Unido em 1950. Bobby é filho do primeiro cantor negro de prestígio na ópera e seguindo esta influência, também carrega muita bagagem no estilo erudito. O cantor chama atenção pela extensão vocal de 4 oitavas e pelos sons que consegue emitir com a voz, chegando inclusive a gravar alguns discos simulando os instrumentos apenas com a sua própria voz.

Além do talento excepcional desse músico brilhante, o que me motivou a fazer esse post foi um vídeo que mostra uma pequena aula de música envolvendo a platéia do World Science Festival 2009. O nome do seminário em tradução literal é "Notas e Neurônios: Em busca do coro comum" e em um momento especial, Bobby mostra aos presentes o poder da escala pentatônica. 

"A escala pentatônica, é uma das escalas mais utilizadas na música pop, no rock e principalmente no blues. Qualquer sequência de 5 notas como o próprio nome já diz, configura uma escala pentatônica. Destaque para a penta maior que é derivada da escala maior ou diatônica. Utilizando o exemplo de Dó maior, temos a escala maior formada por 7 notas: C (dó) D (ré) E (mi) F (fá) G (sol) A (lá) B (si). Omitindo o quarto (fá) e o sétimo (si) graus da escala maior, geramos a pentatônica de C (dó) maior: C D E G A."

No vídeo, Bobby utiliza essa escala para demonstrar a influência que ela exerce sobre nós e talvez aí o porquê desta ser a sequência de notas mais utilizada na música popular. Ele cria um teclado imaginário no palco e apresenta as notas da escala pentatônica de Dó maior, onde cada ponto que ele pisa representa uma nota. A confirmação do poder da escala e a prova de como nós já estamos envolvidos com essa sonoridade, são constatadas nos momentos em que Bobby sai das notas já apresentadas por ele para novos lugares no palco e sem cantar nada, o público solfeja a nota correta quase que automaticamente.

Veja o vídeo para conferir essa experiência batuta: